sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Mulheres no pedal

Mulheres no pedal
Foto: Divulgação
Na prática do ciclismo, os homens são a maioria. Mas você sabe como é, de tanto ver o marido sair animado para os pedais de cada semana, a mulher começa a se empolgar com a ideia, convida a esposa do amigo do marido e... Lá se vão elas para um pedal, acompanhadas de outras tantas que assim redescobriram a bicicleta.
Grupos de pedal feminino surgem a cada instante por todos os recantos brasileiros. Aí pertinho da sua casa você já viu ou em breve verá passar uma comitiva cor-de-rosa sobre rodas. Os grupos de pedal estimulam as mulheres a conquistarem liberdade e autonomia, características que depois se refletem em outros âmbitos de suas vidas. Em especial, os grupos aumentam sensivelmente a segurança delas na hora de encarar os percursos de bicicleta na cidade ou no interior. 
Enquanto o exercício lhes ajuda a manter a forma, a companhia distrai e faz nascer amizades. São conversas leves ou profundas, experiências trocadas, ideias compartilhadas, tudo com a leveza e a diversão de um passeio que deixa quilômetros para trás a rotina diária.
Há vários exemplos de grupos de pedal e eventos específicos para o público feminino. Um deles vem da cidade catarinense de Rio do Sul. Trata-se do Cabelos ao Vento, um grupo exclusivamente feminino que está completando dois anos e conta com cerca de 140 participantes. Andreia Martins é uma das oito idealizadores que estão à frente do grupo e organizam os eventos. Segundo ela, “o objetivo principal do grupo é incentivar mulheres a descobrirem o prazer de pedalar, fazer novas amizades, desenvolver o espírito de aventura, promover saúde, combater o sedentarismo, trazer mais qualidade de vida e conhecer novos lugares de bike, pois a região é riquíssima em paisagem com trajetos maravilhosos para pedalar”.
No mês de maio o grupo realizou a Bikerronada Cabelos ao Vento. Um dos motivos para a escolha da data foi acompanhar o movimento Maio Amarelo, que tem como proposta chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Segundo Andreia, “o grupo apoia o movimento para conscientizar os motoristas que mantenham uma distância segura ao ultrapassar ciclistas, e que os ciclistas também respeitem as leis de trânsito. Nossa ação também propõe uma reflexão da sociedade sobre o que significa a bicicleta dentro do atual conceito de mobilidade urbana”.
A ideia de fazer um pedal com macarronada surgiu a partir de uma das reuniões do grupo e, além da referência ao Maio Amarelo, teve como objetivo promover uma interação recreacional. “Sentimos a necessidade de fazer algo diferente, propiciar um momento de lazer aliado ao prazer de pedalar. Unir várias tribos do pedal da região num momento diferente, que não fosse apenas pedalar, e que seus familiares também pudessem participar. Acreditamos na ideia, corremos atrás para fazer um evento que fosse diferente e, pelos comentários e elogios que recebemos no dia do evento e nas redes sociais, podemos afirmar que foi um sucesso”, afirmou ela.
Enquanto elas já pensam na segunda edição do Bikerronada para o ano que vem, pedalando por aí, cabe-nos admirá-las por terem a iniciativa de fomentar o uso da bicicleta e atrair mais mulheres ao pedal. Se há algum tempo era difícil vê-las juntas sobre a bicicleta, atualmente elas são uma minoria não tão pequena assim...
http://www.revistabicicleta.com.br/
Anderson Ricardo Schörner

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